Polícia

Governo e Febraban assinam termo para combater crimes

Publicada em 05 de Junho de 2014 ás 21:03:47
(Humberto Filho/Cecom-MPBA)
Encontro ocorreu na sede do Ministério Público Estadual


 O governador Jaques Wagner e representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) assinaram um termo de cooperação técnica nesta quinta-feira (5), na sede do Ministério Público Estadual. O objetivo é criar ações conjuntas para combater a criminalidade e o crime organizado contra instituições bancárias.

Apesar de considerar a ação positiva, o governador defendeu uma legislação que permita a destruição das cédulas em caso de assalto. "Já temos tecnologia para isso, basta apenas ter uma legislação específica. Com a destruição das cédulas, o combate seria mais efetivo", afirmou. 

A explosão de caixas eletrônicos, informou o procurador-geral Márcio Fahel, foi praticada 104 vezes somente neste ano. “Sabemos que prevenção e repressão a esses crimes exigem um esforço contínuo, mas a atuação da Febraban, que é detentora de tecnologias e de grande conhecimento sobre a área, também é indispensável”, afirmou o chefe do MP. 

De acordo com o diretor jurídico da Febraban, Antônio Carlos Negrão, os bancos contabilizam anualmente um prejuízo de R$ 400 a 500 milhões relacionados a roubos e furtos. Ele também defende que a legislação seja endurecida nos casos de explosões de caixas eletrônicos, classificando-os como crime de terrorismo. 

Segundo o MP, após a assinatura do termo, a próxima etapa consistirá na elaboração de um planejamento estratégico de atuação de todos os órgãos envolvidos. “A ideia é juntar todos, cada um definir a sua atribuição e, juntos, concentrarem energia em ações prioritárias”, explicou o procurador de Justiça Geder Gomes. 

Também assinaram o termo o procurador-geral de Justiça Márcio Fahel; o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa; o delegado-geral da Polícia Civil, Hélio Jorge Paixão; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alfredo Castro; os superintendentes regionais da Polícia Federal, José Rita Martins Lara, e da Polícia Rodoviária Federal, George Paim; o comandante da 6ª Região Militar do Exército Brasileiro, Artur Costa Moura; o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública e Defesa Social do MP (Ceosp), procurador de Justiça Geder Gomes; e o diretor jurídico da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Antônio Carlos Negrão. 

Assalto a carro-forte

Na manhã de quarta-feira (4), um assaltante em ótima forma aplicou um drible bem ousado, ao usar muletas para se passar por deficiente e assaltar um carro-forte, na porta da agência do Banco do Brasil da Rua Silveira Martins, no Cabula. Ele contou com a ajuda de um companheiro de ataque, que fingia ler um livro, e mais oito homens. Na fuga, houve troca de tiros.

 

Por volta de 9h, o aposentado Eduardo Bispo, 63 anos, chegou ao Banco Itaú, agência vizinha ao Banco do Brasil. Ele e outras 20 pessoas, calcula, aguardavam a abertura das agências. Seu Eduardo e outras testemunhas viram um carro-forte da Prosegur parar em frente ao banco. Dele desceram três seguranças — um mais à frente, carregando um malote, e os demais atrás, fazendo a escolta.  “No momento em que o primeiro segurança chegou perto da porta, o rapaz largou a muleta, sacou a pistola, gritou ‘Perdeu!’ e encostou o cano na cabeça do segurança”, contou o aposentado.

De acordo com uma testemunha que não quis revelar o nome, enquanto os três seguranças estavam sob a mira de seis bandidos, outros quatro homens do bando permaneciam a uma certa distância em veículo não identificado, provavelmente alerta à presença da polícia. 

 

Depois de terem pego o malote, os bandidos andaram de costas, apontando as armas para todos os seguranças. Quando entraram no Fiesta, um dos seguranças abriu fogo contra os assaltantes, que responderam. Um dos bandidos teria sido baleado. A ação toda durou cerca de cinco minutos.

 

*Do Correio da Bahia

 

 

Fonte/Autor: Diario News Bahia

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