Saúde

Brasil assume compromisso de frear avanço da obesidade até 2019

Publicada em 16 de Março de 2017 ás 18:15:02
EBC
Segundo OPAS/OMS, é essencial evitar alimentos ultraprocessados, q


 Durante evento internacional realizado na sede da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) em Brasília, o Brasil assumiu o compromisso de atingir metas para frear o crescimento do excesso de peso; deter o crescimento da obesidade na população adulta por meio de políticas de saúde e segurança alimentar e nutricional até 2019.

Mais da metade da população brasileira está com sobrepeso e a obesidade já atinge a 20% das pessoas adultas, de acordo com estudo recente da agência da ONU.

O Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, que contou com a presença de diversos países das Américas e organismos internacionais, foi promovido no âmbito da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição (2016-2025).

Outros compromissos do Brasil em dois anos é reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta e ampliar em no mínimo 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente.

“O Brasil vem perante a OPAS/OMS e a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) apresentar seus compromissos públicos em relação à obesidade. Esses são compromissos oficiais para a Década de Nutrição”, afirmou a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa.

A representante substituta da OPAS/OMS no Brasil, Mónica Padilla, lembrou que o excesso de peso tem aumentado em toda a América Latina e Caribe, com grande impacto na vida das crianças. “A prevalência de meninas e meninos menores de 5 anos com sobrepeso e obesidade aumentou nos últimos 15 anos, afetando atualmente 3,9 milhões de crianças da região. A maioria delas, para ser mais precisa, 2,5 milhões de crianças, está aqui na América do Sul”.

O diretor do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Daniel Balaban, disse que o Brasil é um exemplo a ser seguido na área, e elogiou o Guia Alimentar para a População Brasileira, documento feito pelo Ministério da Saúde em conjunto com a OPAS/OMS e a Universidade de São Paulo (USP).

“Eu diria que o Guia Alimentar brasileiro é um dos mais ousados do mundo, porque enfrenta tabus e diz o tipo de alimento que deve ser ofertado para que as pessoas cresçam sem doenças relacionadas à má nutrição e alimentação.”

Segundo a representante da FAO para a América Latina e o Caribe, Eve Crowley, é preciso recuperar a cultura culinária e juntar a boa alimentação com atividades físicas. “À medida que as pessoas passaram da agricultura à vida mais urbana, tornamo-nos mais sedentários. A globalização também levou a uma mudança de nossas dietas, de frutas e cereais para alimentos altamente processados”.

O presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Silvio Pinheiro, ressaltou a dificuldade em combater propagandas de alimentos para crianças. “A gente vai ao mercado com nossos filhos e são novas promoções, novas ofertas elencadas ao olhar infantil, instaladas na altura da criança”.

Nesse sentido, o ministro da Saúde brasileiro, Ricardo Barros, elogiou a regulação da publicidade e rotulagem de alimentos adotada pelo Chile, que informa melhor a população sobre, por exemplo, a alta quantidade de sal nos produtos. Ele também afirmou que tem como desafio reeducar os brasileiros. “É preciso ensinar a população de novo a descascar mais e desembalar menos. É necessário que as crianças na escola sejam ensinadas a manusear os alimentos”.

Para o secretário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Caio Rocha, o Brasil tem posto a nutrição como foco de sua estratégia de desenvolvimento social. “Temos obrigação e compromisso de acabar com a fome e de garantir que toda a população brasileira tenha acesso a uma alimentação saudável”.

 

Fonte/Autor: Diário News Bahia

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