Entrevista

Michel Temer diz que "colocou o Brasil nos trilhos"

Publicada em 15 de Novembro de 2016 ás 10:31:21
Reprodução


O presidente da República, Michel Temer, foi  entrevistado do Roda Viva desta segunda-feira (14). Entre os assuntos, o peemedebista abordou estão as medidas do governo federal para a retomada do crescimento econômico, combate ao desemprego, corte de gastos, reformas política e da previdência, e mudanças propostas para o ensino médio.
 
Como primeiro registro, o presidente pediu para fazer um esclarecimento sobre Romero Jucá: "ele deixou o governo, eu não o demiti. Ele está hoje em pleno exercício, é senador, e sem dúvida nenhuma é uma figura capaz de uma articulação extraordinária".
 
Questionado sobre a eleição presidencial dos Estados Unidos, e a relação Trump-Temer: há uma combinação boa? Temer diz que "quem tem relação é o Estado brasileiro. No nosso país tem que haver uma relação de Estado para Estado. A primeira ideia que verifico é que o discurso foi moderado, especialmente nos EUA onde as instituições são fortíssimas. Lá não ocorrerá o autoritarismo. Os norte-americanos são parceiros comerciais atuante do Brasil e duvido que Trump faça com o nosso país o que ele diz que pretende fazer com o México. Ele deve prestigiar a relação com o Brasil com uma visão focada na América Latina".
 
Sobre se irá concorrer como candidato nas eleições de 2018, Temer garante: "Eu já descartei a hipótese, e sei que estou sendo perguntado novamente somente para documentar. Cheguei na Presidência pela via eleitoral, mas também pela via Constitucional, assumi nestas condições, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Assumi um país a beira de um precipício econômico, e tomamos medidas em pouquíssimo tempo".
 
"Quero que o povo me olhe como o cara que colocou o Brasil nos trilhos", afirma Michel Temer.
 
Questionado sobre a instabilidade em função da Operação Lava Jato, e como isso pode inclusive interferir na aprovação ou não das reformas remetidas ao Congresso, o peemedebista recua: "Devemos deixar o judiciário exercer o seu papel, assim como a PF e o STF. Se lá para frente houver necessidade de paralisação do Brasil ou do governo, propriamente dito, aí sim será feito".
 
Perguntado sobre a Lava Jato, Temer garante que chamará os interessados que forem denunciados. "Institucionalmente eu não vejo razão para decretar a 'morte política' dele. Mas claro, vou conversar. Assim como já foi feito".
 
Sobre o Rio de Janeiro e o colapso nas contas do Estado, Temer afirma que a intenção é auxiliar. O presidente lembra do aporte oferecido no ano passado, que "sem isso não haveria Olimpíada" e que outras administrações públicas com deficiências também deverão ser ajudadas. 
 
Em relação à reforma da Previdência e como este assunto é usado como retórica há décadas, Temer afirma que a ideia é que isso não volte a acontecer. O governo garante que as centrais sindicais serão consultados. O esclarecimento público através da televisão, por exemplo, deve ocorrer. "A reforma já está formatada e irá ainda este ano para o Congresso", declara. 
Como parte das comemoração dos 30 anos do programa "Roda Viva", exibido pela TV Cultura, o presidente Michel Temer foi o convidado da edição especial exibida na noite desta segunda-feira.
 
A "mais longa entrevista de Temer, desde que assumiu efetivamente o cargo" — como dito na abertura — teve a participação de cinco jornalistas: Willian Corrêa, coordenador geral de jornalismo da TV Cultura e âncora do Jornal da Cultura, João Caminoto, diretor de jornalismo do Grupo Estado, Sérgio Dávila, editor executivo do jornal Folha de S. Paulo, e Eliane Cantanhêde, colunista do jornal O Estado de S. Paulo e comentarista da Globonews.
 
Temer abordou as medidas do governo federal para a retomada do crescimento econômico, combate ao desemprego, corte de gastos, reformas política e da previdência, e mudanças propostas para o Ensino Médio. O que mais foi questionado ao presidente tem relação com a Operação Lava-Jato. 
 
Com a característica diplomacia em resposta a perguntas espinhosas, Temer ressaltou o direito à defesa de investigados.
 
— No Brasil temos a tendência de pré-julgar e condenar os políticos investigados. — Deixem a Lava-Jato longe do governo, brincou Temer, ao que foi rebatido pela jornalista Eliane Cantanhêde:
 
— Difícil é a Lava-Jato deixar o governo em paz.
 
Ao reforçar seu compromisso em não se candidatar à Presidência em 2018, Temer afirmou:
 
— Quero ser conhecido como aquele que colocou o Brasil nos trilhos — explicando o motivo por não estar preocupado com seus baixos índices de popularidade.
 
Ao ressaltar as conquistas relacionadas a projetos importantes travados no Congresso, Temer salientou a boa relação do governo com congressistas — justificativa usada, inclusive, para se esquivar de várias perguntas. A relação entre Executivo e Legislativo também abriu caminho para Temer admitir aos entrevistadores ser a favor da mudança do sistema de governo no país para o parlamentarismo.
 
Uma das perguntas deixadas sem resposta foi a de quem seria a aposta de seu sucessor na Presidência. Ainda sobre as eleições de 2018, Temer defendeu que a existência de figuras de liderança não são imprescindíveis para exercer o poder:
 
— O povo não quer ideologia, quer resultados.
 
Sobre a crise dos Estados, com destaque para as dificuldades enfrentadas pelo Rio de Janeiro, afirmou que está discutindo com sua equipe econômica as alternativas para ajudar as unidades da federação que enfrentam problemas nas finanças, mas descartou uma intervenção federal no Estado fluminense.
 
No âmbito pessoal, contou como iniciou seu relacionamento com a primeira-dama Marcela e que está escrevendo um romance.
 
— O primeiro livro tem que ser alguma coisa da sua vida — revelando que a história deve ter relação com suas lembranças dos primeiros anos de vida quando morou em uma chácara em Tietê, no interior de São Paulo.
 
Outros temas
 
- Reforma da previdência: afirmou que pretende enviar o projeto até o final do ano;
 
- Reforma do Ensino Médio: defendeu a Medida Provisória como uma geradora de um debate qualificado sobre o ensino no país;
 
- Reforma trabalhista: salientou a inclinação, inclusive do Supremo Tribunal Federal, em aceitar o "acordado sobre o legislado" como forma de flexibilizar as relações entre empregadores e empregados;
 
- 'Legitimidade' popular: afirmou ter legitimidade constitucional e que que sem os votos do PMDB, Dilma não teria vencido a reeleição;
 
- Criminalização do Caixa 2: afirmou ser uma decisão do Congresso e que não pode interferir;
 
- Prisão de Lula: afirmou que, sim, poderia criar uma instabilidade, pois haveria movimentos sociais que questionariam a decisão do Judiciário.
 
*ZERO HORA
 
deve ter relação com suas lembranças dos primeiros anos de vida quando morou em uma chácara em Tietê, no interior de São Paulo.
Outros temas
 
- Reforma da previdência: afirmou que pretende enviar o projeto até o final do ano;
 
- Reforma do Ensino Médio: defendeu a Medida Provisória como uma geradora de um debate qualificado sobre o ensino no país;
 
- Reforma trabalhista: salientou a inclinação, inclusive do Supremo Tribunal Federal, em aceitar o "acordado sobre o legislado" como forma de flexibilizar as relações entre empregadores e empregados;
 
- 'Legitimidade' popular: afirmou ter legitimidade constitucional e que que sem os votos do PMDB, Dilma não teria vencido a reeleição;
 
- Criminalização do Caixa 2: afirmou ser uma decisão do Congresso e que não pode interferir;
 
- Prisão de Lula: afirmou que, sim, poderia criar uma instabilidade, pois haveria movimentos sociais que questionariam a decisão do Judiciário.
 
Do ZH

 

Fonte/Autor: Diario News Bahia

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