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Oito pessoas ficam feridas durante tiroteio em escola na França

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Carta Capital
Centro Acadêmico da USP faz abaixo-assinado pela renúncia de Temer
A entidade pede também a realização de eleições diretas
O Centro Acadêmico Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco da USP, entidade representativa acadêmica mais antiga do país, pretende levar à Presidência da República um abaixo-assinado virtual pedindo a renúncia de Michel Temer e a realização de eleições diretas. Temer foi tesoureiro do coletivo durante a década de 60 e chegou a concorrer à presidência do CA. O abaixo-assinado foi organizado na plataforma Change na quarta-feira, 17. Até o fechamento deste texto a petição contava com mais de 150 mil assinaturas. A meta é chegar aos 200 mil apoiadores. Segundo Paula Masulk, 22 anos, presidenta do Centro Acadêmico, os estudantes de Direito acreditam que a única saída possível para a crise política que se instalou são as eleições diretas. O presidente Michel Temer em pronunciamento, na tarde desta quinta-feira, 18, afirmou que não renunciará. O estopim da crise foi a delação de Joesley Batista, dono da JBS, que gravou, em 7 de março deste ano, uma conversa com o Temer onde citava o pagamento de uma mesada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao operador Lúcio Funario, para que permanecessem calados durante as investigações da Operação Lava Jato. A gravação, se comprovada, revelaria que o presidente deu aval para que Joesley prosseguisse com o repasse propina. O presidente nega as acusações.

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EBC
Delator da JBS disse que pagou propina a políticos com doação oficial
O empresário Joesley Batista confirmou em sua delação premiada que a JBS usou doações oficiais para pagar propina a políticos que deram contrapartidas para beneficiar a empresa. Em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), o empresário explicou como funcionava o esquema de compra de políticos e confirmou que foram repassados recentemente cerca de R$ 500 milhões para agentes públicos. Joesley estimou que a empresa fez doação oficial de cerca de R$ 400 milhões em troca de contrapartidas e mais R$ 100 milhões por meio de moeda em espécie e notas fiscais falsas. Aos procuradores, Batista confirmou atos de corrupção que foram cometidos pela empresa, senadores, deputados, ex-presidentes da República. Joesley afirmou que a maioria das doações oficiais feitas pela JBS era propina disfarçada por contrapartidas recebidas. "Tem pagamento via oficial, caixa 1, via campanha, tem via caixa 2, tem dinheiro em espécie. Essa era a forma de pagar. Acontece o seguinte: combina-se o ilícito, o fato lá de corrupção com o político, com o dirigente do Poder Público, e daí para frente se procede o pagamento."

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Carta Capital
Quatro pontos do áudio entre Michel Temer e Joesley Batista
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou, na noite de quinta-feira (18), os áudios entregues pelo empresário Joesley Batista, da JBS, para a Procuradoria-Geral da União, como parte de sua delação premiada. Neles, o presidente Michel Temer recebe a informação sobre a relação do empresário com Eduardo Cunha, e de que uma mesada era paga todo mês por Joesley ao ex-presidente da Câmara. O diálogo entre os dois foi gravado, com autorização da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da União, no dia 7 de março no Palácio do Jaburu, residência oficial do presidente. Michel Temer não sabia que estava sendo gravado. Confira os principais pontos: "O Eduardo tentou me fustigar" No início da conversa, Joesley e Temer falam sobre Geddel Veira Lima, ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo, que caiu após ser acusado de abuso de poder pelo também ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, no caso envolvendo um empreendimento de luxo em Salvador (BA). Na sequência, o empresário pergunta como está a relação com o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e Temer diz que: "O Eduardo tentou me fustigar". Joesley Batista: Presidente, deixa eu te falar. Primeiro, eu vim aqui por dois motivos essenciais. O primeiro é que eu não tinha te visto desde quando você assumiu. Michel Temer: [Inaudível] Antes de assumir? Joesley Batista: Eu estive no seu escritório uns 10 dias antes, quando tava ali naquela briga, naquela guerra pelas redes sociais.

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AFP / Pascal GUYOT
Homem ameça de morte filhos de Schumacher e é condenado a um ano de prisão
Um homem, que ameaçou de morte os filhos do ex-piloto alemão Michael Schumacher caso não recebesse 900.000 euros, foi condenado nesta quinta-feira (18) a um ano de prisão. A justiça alemã condenou também o homem, de 25 anos, a pagar uma multa de 4.500 euros e 50 horas de trabalhos comunitários, além de receber ajuda de um psiquiatra. "Se o dinheiro não for entregue até 31 de março de 2016, seus filhos morrerão. Na Fórmula 4, há muitos acidentes...", havia escrito o homem em mensagem enviada à esposa de Schumacher, Corinna, em fevereiro de 2016. A polícia identificou facilmente o remetente, visto que este colocou o número da conta bancária na mensagem. Seu advogado informou que seu cliente foi "incapaz de explicar o motivo" de seu ato. O filho do sete vezes campeão do mundo de Fórmula 1, Mick, de 18 anos, compete hoje na Fórmula 3, enquanto sua filha, Gina-Maria, de 20 anos, tem uma brilhante carreira como amazona. Schumacher, vítima de um traumatismo cerebral após uma queda de esqui em 2013, segue se recuperando em casa, na Suíça. Contudo, sua família não oferece qualquer detalhe de seu estado de saúde atual.

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AFP / Valery HACHE
Atriz de 'House of Cards' quer Michelle Obama na presidência dos Estados Unidos
A atriz americana Robin Wright chega ao Festival de Cannes
A atriz Robin Wright, primeira-dama na série "House of Cards", quer que Michelle Obama substitua Donald Trump na Casa Branca, declarou ontem (18), no Festival de Cannes. Em um debate, Wright brincou que Trump "roubou todas as nossas ideias" para os próximos episódios da série de sucesso, na qual faz par com Kevin Spacey, um casal disposto a fazer qualquer coisa para manter o poder. "Precisamos ver esperança em algum lugar", afirmou em um debate sobre o papel das mulheres no filme. E Michelle Obama "seria uma presidente formidável". A atriz, de 51 anos, que também dirigiu vários episódios de "House of Cards", acaba de filmar "Mulher Maravilha", descrito como o "primeiro filme de super-heroína". No Festival de Cannes, que abriu na quarta-feira, ela apresenta seu primeiro curta-metragem "The Dark of Night". Wright pediu que a indústria cinematográfica dê mais espaço para as mulheres, minoria, especialmente entre os cineastas. "O feminismo é a igualdade. Trabalho igual, salário igual", reivindicou.

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AFP/Arquivos / Behrouz MEHRI
Japão dá passo legal para abdicação do imperador Akihito
O imperador Akihito e a imperatriz Michiko
O Japão deu um passo legal para a primeira abdicação de um imperador nos últimos 200 anos, com a aprovação pelo governo de um projeto de lei especial que será válido apenas para o atual monarca, Akihito. O texto será enviado a uma comissão do Parlamento para debate e muitos acreditam que receberá uma aprovação rápida no plenário da Câmara. Akihito, que sucedeu o pai Hirohito, deu a entender no ano passado o desejo de abdicar. O soberano, de 83 anos, teme que a idade o impeça no futuro exercer de forma plena o papel de "símbolo da nação". O príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, sugeriu em fevereiro que está disposto a assumir as funções de seu pai. Mas a lei que rege a Casa Imperial não permite ao imperador do Japão abandonar o trono em vida. A abdicação não é esperada antes do fim de 2018, segundo a imprensa japonesa. Se tudo acontecer como está previsto, Akihito cederia ao filho o trono de Crisântemo no início de 2019. Os elementos do projeto de lei divulgados pelo porta-voz do governo indicam que "a abdicação deve acontecer em uma data fixada por decreto, em um prazo não superior a três anos após sua promulgação". Um calendário muito acelerado dificultaria parte da administração e os fabricantes de agendas e calendários. O Japão não obedece apenas o calendário ocidental, mas também - para os documentos administrativos e profissionais - em anos da era imperial.

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Camila Souza/GOVBA
Base Comunitária do Nordeste de Amaralina realiza curso de preparação para o Enem
A preparação para ingressar no curso superior está mais acessível para cerca de 60 estudantes do Nordeste de Amaralina. O pré-vestibular ‘Enem com Base’, oferecido gratuitamente pela base comunitária do bairro realiza aulas de segunda a sexta-feira, das 18 às 21h. Uma nova turma está sendo formada para iniciar no período da tarde. As aulas são ministradas por quatro professores, dois policiais que atuam na própria base e dois voluntários. Alunos interessados em participar ainda podem preencher as vagas no período da tarde ou substituir eventuais desistências em qualquer horário. Basta comparecer à base, falar com qualquer PM, entregar uma cópia do RG e deixar um telefone de contato. Larissa Rebouças, 20 anos, terminou o segundo grau em 2014 e só agora está fazendo o curso pré-vestibular. “Eu tenho estudado em casa e até então estou tentando os vestibulares. Se não fosse essa oportunidade, não poderia fazer um cursinho, porque os particulares não são acessíveis em relação ao custo. Eu tenho vários amigos que frequentam aqui, as pessoas estão na mesma situação que eu. Quando foi divulgado este projeto, a galera se empolgou”. Márcio Santos, 22 anos, quer ser administrador. “Através desse curso eu posso obter conhecimento para fazer as provas do Enem, da Ufba e da Uneb e também para agregar conhecimento. Se não fosse esse cursinho, eu teria poucas opções ou quase nenhuma.

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Reprodução/Internet
Andrea Neves é presa em Minas Gerais
A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã de hoje (18) Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Ela foi localizada em um condomínio em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Foi expedido contra ela um mandado de prisão preventiva pelo ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, relator dos processos ligados à Operação Lava-Jato. Em Belo Horizonte, também são cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Andrea Neves e Aécio Neves e na casa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG). A PF não informa os locais exatos e nem a quantidade da mandados abertos para a capital mineira. Uma fazenda do senador no município de Cláudio, na região centro-oeste de Minas Gerais, é outro alvo dos policiais. Paralelamente, no Rio de Janeiro, foi cumprido uma mandado de busca e apreensão em um imóvel de Andrea Neves. A PF recolheu materiais e equipamentos que passarão por perícia. Os gabinetes de Perrela e de Aécio no Senado, em Brasília, também foram alvo de buscas. A ação da Polícia Federal ocorre após o jornal O Globo revelar, na noite de ontem (17), que o empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, entregou à Justiça gravações que comprometem Aécio Neves. Ele teria pedido R$2 milhões para ajudar a pagar suas despesas com a defesa na Operação Lava-Jato. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio. A entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).

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Valter Caampanato/ Agência Brasil
STF vai decidir pedido de Janot sobre prisão de Aécio Neves
O presidente do PSDB foi afastado do cargo pelo ministro Edson Fachin
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) vai se reunir nesta quinta-feira (18) para analisar o pedido de prisão do senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB. A solicitação foi apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo. Fachin determinou o afastamento imediato de Aécio, mas decidiu submeter o pedido de prisão ao plenário. Na manhã desta quinta, as residências do senador em Brasília, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, além de seu gabinete no Congresso são alvo de mandados de busca e apreensão autorizados por Fachin. Também foi expedido um mandado de prisão contra a irmã do senador, Andréa Neves. De acordo com o portal G1, a prisão foi efetiva em Belo Horizonte. Além de Aécio, também são alvos desta operação os gabinetes do senador Zezé Perrela (PSDB-MG) e do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Este teria sido escolhido pelo presidente Michel Temer para intermediar uma negociação com a JBS, conglomerado pertencente aos irmãos Joesley e Wesley Batista. Na quarta-feira (17), o jornal O Globo divulgou detalhes da delação de Joesley, que colocam a República em polvorosa. Nas gravações, Aécio aparece pedindo 2 milhões de reais ao empresário dizendo que que precisava do dinheiro para pagar despesas com sua defesa na Lava-Jato. Segundo informações de O Globo, o diálogo gravado durou cerca de 30 minutos. O encontro entre Aécio e Joesley foi no 24 de março no Hotel Unique, em São Paulo eAécio citou o nome de Alberto Toron como o criminalista que o defenderia. A menção ao advogado já havia sido feita pela irmã e braço-direito do senador, Andréa Neves. Foi ela a responsável pela primeira abordagem ao empresário, por telefone e via WhatsApp, mensagens que também estão com os procuradores.

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AFP / Miguel SCHINCARIOL
Denúncia contra Temer gera terremoto político no Brasil
Informações sobre uma gravação na qual o presidente Michel Temer teria dado seu aval a um esquema para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha abalou nesta quarta-feira as estruturas políticas do Brasil. Segundo o jornal O Globo, Temer foi gravado pelo empresário Joesley Batista endossando o esquema para comprar o silêncio de Cunha, preso na Operação Lava Jato, em uma reunião no Palácio do Jaburu, em Brasília. Temer teria se reunido no dia 7 de março com Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, que contou ao presidente que pagaria a Cunha e a seu operador, Lúcio Funaro, ambos na prisão, em troca de seu silêncio. Segundo a reportagem, Temer respondeu a Joesley Batista: "Tem que manter isto". O presidente também sugeriu ao empresário falar com o deputado federal do PMDB Rodrigo Rocha Loures, seu homem de confiança, para ajudá-lo em outro assunto, relacionado a uma disputa entre o grupo frigorífico JBS e a Petrobras em análise no Conselho Administrativo de Defesa Econômica. "Posso contar tudo a ele [Rocha]?" - pergunta Joesley Batista na gravação, e Temer responde: "Tudo", revela o jornal. Joesley e seu irmão Wesley firmaram um acordo de delação premiada em troca da redução de penas, e eram monitorados pela polícia federal. O Palácio do Planalto negou as acusações: "O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar".

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