Entrevista - Diário News Bahia

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'O movimento feminista no Brasil é o mais organizado da América Latina'


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Destinos saborosos do chocolate brasileiro


Entrevista

Marcelo Camargo / Agência Brasil
'O movimento feminista no Brasil é o mais organizado da América Latina'
Ato de mulheres no Distrito Federal
Em meados da década de 2000, a América do Sul observou um fenômeno interessante e inédito. Em um continente marcado pela desigualdade de gênero e pela sub-representação das mulheres na política, pela primeira vez, três mulheres foram alçadas à presidência em seus países. A Argentina elegeu Cristina Kirchiner, o Chile, Michelle Bachelet e, o Brasil, Dilma Rousseff. Para Lucia Avelar, pós-doutora em Ciência Política pela universidade de Yale, não se tratou de uma coincidência, mas de um percurso histórico trilhado pelas mulheres e pelo movimento feminista nesses países. Do insight, nasceu o livro 50 anos de feminismo - Argentina, Brasil e Chile (Edusp), que se debruça sobre a comparação das transformações de gênero nos países que atravessaram períodos autoritários e elegeram mulheres para a presidência. Em entrevista a CartaCapital, Avelar fala sobre as semelhanças e diferenças entre as feministas argentinas, brasileiras e chilenas e sobre as novas gerações de representantes da luta pelo direito das mulheres.

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Valter Campanato
Contestação de áudio não compromete pedido de impeachment
presidente da OAB, Cláudio Pacheco Prates Lamachia
Acuado por denúncias de corrupção, participação em organização criminosa e tentativa de obstrução à justiça, o presidente Michel Temer (PMDB) se apega hoje na tentativa de desqualificar as gravações de áudio do empresário Joesley Batista, delator da Operação Lava-Jato, para se manter no cargo, conter a dissolução da base aliada e trancar o recente inquérito aberto contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF). Batista, em uma inédita ação controlada feita para Polícia Federal e pelo Ministério Público para colher provas demolidoras de corrupção no governo, gravou conversa com o presidente Michel Temer em que ele ouve o empresário afirmar, entre outros pontos, que estava cooptando juízes e um procurador e comprando o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha e do operador do PMDB Lúcio Bolonha Funaro. Na madrugada deste domingo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu patrocinar um pedido de impeachment contra o presidente, o nono desde que vieram a público, na quarta-feira passada, as primeiras revelações de Joesley Batista em acordo de delação premiada. Em entrevista a VEJA, o presidente da OAB Claudio Lamachia diz que a contestação da legitimidade dos grampos, feita pela defesa de Temer, não compromete o processo de impeachment no Congresso, afirma que o peemedebista perdeu completamente as condições de governabilidade e diz que, em caso de saída do presidente do cargo, a Constituição prevê uma única alternativa: eleições indiretas conduzidas pelo Congresso Nacional.

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Carta Capital
'Na escravidão o trabalhador era vendido. Na terceirização, é alugado'
Até o fim deste mês o plenário da Câmara dos Deputados deve votar a terceira das três partes do pacote que representa a maior perda de direitos da história para o trabalhador brasileiro, a reforma da Previdência. Se aprovada, ela seguirá para o Senado, onde já tramita a reforma trabalhista. A lei da terceirização já foi sancionada pelo presidente Michel Temer. Para o sociólogo Ricardo Antunes, professor livre-docente da Unicamp e um dos principais nomes no País sobre os debates do mundo do trabalho, esse movimento contra os trabalhadores já era esperado. Em 1995, no livro Adeus ao Trabalho? (Cortez Editora), Antunes elaborou o conceito que chamou de “escravidão do século XXI” – um mundo do trabalho baseado na precarização e no esgarçamento das relações de trabalho como as conhecíamos até então. Hoje, 22 anos depois do livro, essa figura sai do mundo acadêmico e é realidade nas ruas e nas empresas. Mais que isso: um ano após Michel Temer assumir a presidência, está prestes a se tornar legalidade. “A tragédia é que esse quadro se consolidou”, lamenta. Antunes acredita, entretanto, que é justamente essa situação limite em que se encontra a classe trabalhadora que vai gerar a unidade necessária para a reação. A Greve Geral de 28 de abril, inclusive, é interpretada por ele como ponto de inflexão do movimento de luta dos trabalhadores. “A classe trabalhadora começa a perceber que a terceirização é para arrebentá-la”, diz.

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Marcelo Pinto/APlateia/Fotos Públicas
'A esquerda está viciada em seu próprio conforto'
Professora do departamento de Estudos Políticos da UniRio, Clarisse Gurgel faz a chamada "crítica pela esquerda" dos partidos e dos movimentos organizados hoje no Brasil. Para Gurgel, formada em Artes Cênicas e doutora em Ciência Política pela UERJ, essas organizações centram suas forças em eventos performáticos, como passeatas, manifestações e atos, deixando em segundo plano o trabalho de formação política em sua base. Ao tomar de empréstimo termos da psicanálise e do teatro, ela identifica também uma grande dificuldade desses setores em aceitar críticas. "A esquerda precisa ser mais humilde e acolher a diversidade de métodos e de formas de pensar. Hoje, ela está viciada no próprio conforto e qualquer sujeito que a critique é expurgado". Na entrevista a seguir, ela analisa o modus operandi da esquerda hoje, o legado de junho de 2013 e a greve geral de 28 de abril. CartaCapital: No artigo "Ação performática: sintoma de uma crise política", você apresenta a ideia que a ação performática está sendo usada como tática preferencial da esquerda hoje no Brasil. O que é ação performática? Como ela se manifesta nos dias de hoje? Clarisse Gurgel: O termo vem do teatro e da ideia de performance teatral. A performance tem esse caráter de simular algo extraordinário, fora do cotidiano. É uma ação efêmera, pouco ensaiada, que ocupa o espaço público também de uma forma pouco usual ou regular.

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Alexandre Cassiano
'É claro que isso (a reforma política) é resposta às investigações’
Jairo Nicolau, cientista político
Jairo Nicolau, cientista político, diz que o atual Congresso não deveria ser o responsável por mexer nas regras eleitorais, já que grande parte dos deputados e senadores será investigada pela Operação Lava-Jato Congresso voltou a discutir uma reforma política. Na sua opinião, o que precisa ser mudado? Um desafio hoje do nosso sistema representativo é a hiperfragmentação (partidária) e o financiamento de campanha. Quanto ao financiamento, está em debate a criação de um fundo eleitoral público. O que acha disso? O financiamento público exclusivo é uma temeridade. A gente tem notícias de investigação das contas dos partidos, do uso do fundo partidário. A própria demora do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em investigar as contas da presidente Dilma mostra que a Justiça Eleitoral hoje tem dificuldades. A proposta (em discussão)

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Roberto Teixeira/EGO
Rafaela Silva sobre trajetória: 'Não tive nada com facilidade e isso me ajudou'
Rafaela Silva tem 24 anos e é a primeira judoca brasileira a se consagrar campeã olímpica e mundial de Judô. Começou no judô com 5 anos, em uma associação de moradores na Cidade de Deus, comunidade carioca onde nasceu e foi criada. Aos 8 conheceu o Instituto Reação, do ex-judoca Flávio Canto, onde está até hoje. Lá, ela aprendeu, entre golpes e muito suor, a enxergar a vida de uma maneira diferente. Viajou de avião pela primeira vez ainda criança, conheceu outros continentes, ganhou, perdeu e cresceu com as dificuldades e oportunidades que surgiram em sua frente. A mãe, caixa de supermercado, e o pai, entregador de restaurante, abdicaram de muita coisa para que a filha pudesse voar, o que ela lembra com orgulho e lágrimas nos olhos. “Meus pais faziam o máximo para dar o melhor, mesmo não sendo sempre o que a gente queria. A gente queria um biscoito recheado e não podia, tinha que comprar um mais barato.

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Suamy Beydoun/AGIF/AFP
'Reforma do Ensino Médio é um retorno piorado à década de 90'
Estudantes protestam contra a Reforma do Ensino Médio, que representaria um retrocesso para a educação pública
O que pensa Michel Temer sobre a reforma do Ensino Médio? Ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o presidente Michel Temer resumiu recentemente o que pensa da ideia proposta por seu governo por meio da Medida Provisória 746. “Nós estamos voltando a um passado extremamente útil”. O retorno foi concretizado na quarta-feira 9 pelo Senado, que aprovou o texto por 43 votos a 13. Agora, a lei vai a sanção presidencial. Assim como Temer, o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, classifica a MP como uma volta ao passado, mas no sentido de retrocesso para a educação pública brasileira. “[A reforma] faz com que os estudantes sejam divididos entre aqueles que vão ter acesso a um ensino propedêutico e aqueles que vão ter acesso a um ensino técnico de baixa qualidade. Temer teve a coragem ou a pachorra de assumir isso quando enfatiza que na época dele a educação se dividia entre clássico e científico, que eram dois caminhos que geravam uma educação incompleta”, explica. Em entrevista a CartaCapital, Daniel Cara explica como a inclusão do ensino profissionalizante, dentre as trajetórias possíveis aos estudantes, durante o novo Ensino Médio, vai empurrar os jovens com menor renda para carreiras de subemprego, enquanto que os mais ricos poderão focar os estudos nas áreas que desejam. Mais do que isso, Cara alerta para possíveis brechas que a MP abre para que o governo consiga privatizar parte do percurso feito pelos estudantes secundaristas. CartaCapital: Como você avalia a reforma do Ensino Médio e uma possível reforma do Ensino Fundamental, ainda que detalhes não tenham sido divulgados pelo ministro da Educação? Daniel Cara: A reforma do Ensino Médio é uma antirreforma no sentido de que ela acaba fazendo com que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) – a MP altera pontos da LDB e da Lei do Fundeb – seja desconstituída naquilo que se refere ao Ensino Médio e a Educação Profissional. [A MP] estabelece uma bagunça e faz com que os estudantes sejam divididos entre aqueles que vão ter acesso a um ensino propedêutico e aqueles que vão ter acesso a um ensino técnico de baixa qualidade. Temer teve a coragem ou a pachorra de assumir isso quando ele assina que na época dele a educação se dividia entre clássico e científico, que eram dois caminhos que geravam uma educação incompleta. Então essa MP, em termos de alteração da LDB, é extramente preocupante.

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Roberto Castro
Turismo reafirma a defesa ao projeto de dispensa de vistos para países estratégicos
Ministro Marx Beltrão sustenta que medida vai ajudar o Brasil a enfrentar a crise
Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar novos procedimentos para brasileiros entrarem nos EUA, o ministro do Turismo do Brasil, Marx Beltrão, defende a dispensa de vistos para países estratégicos: EUA, Canadá, Japão e Austrália. Ele sustenta, com base em estudos da Organização Mundial do Turismo, que a medida pode injetar até R$ 1,4 bilhão na economia brasileira. Na entrevista à Agência de Notícias do Turismo (ANT), o ministro aborda ainda questões sensíveis como a segurança e o risco migratório. ANT: O Ministério do Turismo sempre defendeu a dispensa de vistos para países estratégicos, entre eles os Estados Unidos. Mesmo após o presidente dos EUA, Donald Trump, criar novos procedimentos mais duros para os brasileiros entrarem no país o senhor vai continuar a defender esta medida? MB: Sim. As medidas consulares devem ser adequadas às realidades econômicas, à segurança nacional e à pressão migratória da cada país. As realidades do Brasil e Estados Unidos são completamente distintas. Se eles optaram por criar barreiras para turistas de diversas nações entrarem e movimentarem a economia norte-americana, porque sofre enorme pressão migratória, melhor para os outros destinos. No caso do Brasil, queremos gerar emprego e renda para a população. Atualmente temos mais de 12 milhões de brasileiros procurando emprego. ANT: A dispensa do visto de forma unilateral não coloca o Brasil numa posição de desvantagem política em relação aos demais países?

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Alan Santos/PR
Desemprego é maior preocupação do governo
O presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (16) que sua maior preocupação é com o desemprego, mas admitiu que a retomada das contratações pode demorar, já que, mesmo com a esperada recuperação da economia, as empresas têm capacidade ociosa a preencher antes de retomarem contratações. "Nós temos que nos ater muito à questão do desemprego, essa é a principal preocupação, e isto significa o crescimento da economia", afirmou o presidente em entrevista à Reuters no Palácio do Planalto. No trimestre encerrado em novembro, último dado disponível, a taxa de desemprego do país estava em 11,9 por cento, atingindo um recorde de 12,1 milhões de pessoas.[nL1N1EO0DA] Otimista, Temer aposta em uma retomada do crescimento econômico no segundo semestre deste ano, mas admite que não deve haver um retorno das contratações no mesmo ritmo.

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EVARISTO SA / AFP
O banheiro e o impeachment: Janaína Paschoal sobre “trabalhar de graça” na gestão de João Doria
A advogada foi uma das autoras do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff
A advogada Janaína Paschoal anunciou pelo Twitter que irá “trabalhar de graça” para a gestão municipal de João Doria, em São Paulo, fiscalizando os banheiros do Parque do Ibirapuera.

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Jucá diz que Ministério Público quer 'dilapidar a estabilidade do país'
O líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), prepara um projeto de lei para enquadrar o Ministério Público e o Judiciário em investigações contra agentes públicos, sob o argumento de que os prazos para inquéritos, hoje, não são respeitados. A ideia é criar o que ele chama de "fast track" nos julgamentos e limitar a duração das apurações. Citado na delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, à força-tarefa da Lava Jato, Jucá negou retaliação, mas admitiu que é preciso blindar o governo da agenda negativa. "Querem dilapidar a estabilidade do País com esses vazamentos semanais. Nesse clima de turba, de linchamento, de Revolução Francesa não dá para ninguém investir", afirmou o senador ao Estado. A crise política parece não ter fim, a economia está em frangalhos e, desde a delação de Cláudio Melo Filho o ambiente é de incerteza. Como o governo sairá dessa agenda negativa? O governo não pode ficar nessa agenda. Esse vazamento criminoso de uma delação não homologada foi uma reação para tentar criar um drama político. Soltaram uma bomba para atingir o governo, o presidente, o PMDB e o Senado. Não vamos entrar nesse jogo. Quem quiser parar o Brasil, que pare. Nós não vamos parar. Se a gente não fosse engolir corda, ia partir para a briga com eles, em vez de partir para votações.

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estadão
General Eduardo Villas Bôas diz que ‘malucos’ apoiam intervenção
O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, diz que há “chance zero” de setores das Forças Armadas, principalmente da ativa, mas também da reserva, se encantarem com a volta dos militares ao poder. Admite, porém, que há “tresloucados” ou “malucos” civis que, vira e mexe, batem à sua porta cobrando intervenção no caos político. “Esses tresloucados, esses malucos vêm procurar a gente aqui e perguntam: ‘Até quando as Forças Armadas vão deixar o País afundando? Cadê a responsabilidade das Forças Armadas?’” E o que ele responde? “Eu respondo com o artigo 142 da Constituição. Está tudo ali. Ponto”. Pelo artigo 142, “as Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.” O que o general chama hoje de “tresloucados” corresponde a uma versão atualizada das “vivandeiras alvoroçadas” que, segundo o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro presidente do regime militar, batiam às portas dos quartéis provocando “extravagâncias do Poder militar”, ou praticamente exigindo o golpe de 1964, que seria temporário e acabou submetendo o País a 21 anos de ditadura. “Nós aprendemos a lição. Estamos escaldados”, diz agora o comandante do Exército. Ele relata que se reuniu com o presidente Michel Temer e com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e avisou que a tropa vive dentro da tranquilidade e que a reserva, sempre mais arisca, mais audaciosa, “até o momento está bem, sob controle”. De fato, a crise política, econômica e ética atinge proporções raramente vistas, mas os militares da ativa estão mudos e os da reserva têm sido discretos, cautelosos.

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elpais
“Se eu luto contra o machismo mas ignoro o racismo, eu estou alimentando a mesma estrutura
Djamila Ribeiro pesquisadora e mestre em filosofia política pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
O estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeio provocou um intenso debate sobre a cultura do estupro, além de uma série de manifestações pelo país contra o machismo —e também contra o racismo. O motivo: a violência contra mulheres negras disparou e, embora há quem queira desqualificar o debate (chamando-o de um mimimi feminista), além desse episódio (a vítima era uma jovem negra e pobre), dados do Mapa da Violência de 2015 confirmam o problema. Para Djamila Ribeiro, 35 anos —uma das mais conhecidas ativistas do movimento feminista negro atual—, somente desconstruindo o mito de país harmônico livre de racismo é que será possível criar políticas eficazes para enfrentar a violência de gênero. Djamila é pesquisadora e mestre em filosofia política pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), blogueira, mãe de uma menina de 11 anos, e que há dois meses é também a secretária-adjunta de Direitos Humanos da cidade de São Paulo. Em entrevista ao EL PAÍS, ela falou sobre as diferentes lutas dentro do movimento feminista e o racismo enraigado em nossa cultura.

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estadão
Aécio defende anistia ao Caixa 2, a prisão de Lula e separação da chapa Dilma-Temer
Mesmo sendo um dos políticos mais citados por delatores da Lava Jato, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) se sentiu à vontade para falar sobre a operação, numa entrevista ao Estado de S. Paulo, em que defendeu a anistia ao caixa dois pretérito, se disse inocente das acusações que sofre e sugeriu, nas entrelinhas, a prisão do ex-presidente Lula. "Em relação especificamente ao caixa 2, eu defendo a criminalização. O equívoco lá atrás foi tentarem aprovar algo sem uma discussão mais ampla. Os casos passados vão acabar sendo diluídos pelos tribunais", disse ele. Sobre o fato de ter sido delatado pelo ex-senador Delcídio Amaral, Aécio questionou o teor das acusações. "As citações feitas pelo senador Delcídio estão sendo investigadas e, estou certo, serão arquivadas por serem absurdas e sem o mínimo indício que possa comprová-las", disse o presidente nacional do PSDB. Ele também negou que o empresário Oswaldo Borges, seu tesoureiro informal, acusado por empresários, como Léo Pinheiro, da OAS, de cobrar propina de 3% nas obras da Cidade Administrativa de Belo Horizonte, tenha cometido ilícitos. "O sr. Oswaldo Borges é um conhecido empresário mineiro que atuou formalmente na captação de recursos de várias campanhas do PSDB, inclusive na última campanha presidencial, o que é de conhecimento público e, como afirmou o próprio ex-presidente da Andrade, a relação se deu de forma absolutamente legal e sem qualquer contrapartida, como ele próprio disse", afirmou Aécio, sem comentar as acusações da OAS. Aécio também defendeu a volta do financiamento privado de campanhas, raiz de todos os escândalos de corrupção recentes, e disse que, do jeito que está, não dá pra continuar. Sobre o processo no TSE, aberto pelo PSDB, para pedir a cassação da chapa Dilma-Temer, ele deu a entender que defende a separação dos casos, para que Temer continue no poder até 2018. "Eu, pessoalmente, penso que a responsabilidade do presidente Temer não é a mesma da Dilma", disse.

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Reprodução
Michel Temer diz que
O presidente da República, Michel Temer, foi entrevistado do Roda Viva desta segunda-feira (14). Entre os assuntos, o peemedebista abordou estão as medidas do governo federal para a retomada do crescimento econômico, combate ao desemprego, corte de gastos, reformas política e da previdência, e mudanças propostas para o ensino médio. Como primeiro registro, o presidente pediu para fazer um esclarecimento sobre Romero Jucá: "ele deixou o governo, eu não o demiti. Ele está hoje em pleno exercício, é senador, e sem dúvida nenhuma é uma figura capaz de uma articulação extraordinária". Questionado sobre a eleição presidencial dos Estados Unidos, e a relação Trump-Temer: há uma combinação boa? Temer diz que "quem tem relação é o Estado brasileiro. No nosso país tem que haver uma relação de Estado para Estado. A primeira ideia que verifico é que o discurso foi moderado, especialmente nos EUA onde as instituições são fortíssimas. Lá não ocorrerá o autoritarismo. Os norte-americanos são parceiros comerciais atuante do Brasil e duvido que Trump faça com o nosso país o que ele diz que pretende fazer com o México. Ele deve prestigiar a relação com o Brasil com uma visão focada na América Latina". Sobre se irá concorrer como candidato nas eleições de 2018, Temer garante: "Eu já descartei a hipótese, e sei que estou sendo perguntado novamente somente para documentar. Cheguei na Presidência pela via eleitoral, mas também pela via Constitucional, assumi nestas condições, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Assumi um país a beira de um precipício econômico, e tomamos medidas em pouquíssimo tempo".

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